Confissões sobre o amor que vem: ensaiando mediação e literatura

O lançamento do livro do professor Bernardo Nogueira marcou mais um momento singular no IMA.

Bernardo, artesão da palavra, um escultor de afetos.

Foi especialmente bonito ver essa palavra retornar, agora em forma de livro, ao lugar onde nasceu: o IMA. O encontro reuniu alunos, professores, amigos e parceiros, reafirmando pertencimento, continuidade e a mediação como processo vivo, atravessado pela escuta, pela arte e pela presença inteira do sujeito.


Bernardo Nogueira, professor, poeta, filósofo, mediador de casos e sujeitos.

É presença inteira: com olhos, com escuta, com o silêncio que não pressiona, mas convida.

Este livro reúne uma coletânea de textos que Bernardo escreveu às vésperas de cada aula no Instituto de Mediação Aplicada (IMA).

Suas letras, embaladas por sua mineiridade, chegam em forma de textos — já aportadas pelo Clube da Esquina na música: “Nada será como antes”.

E, a partir de um texto novo para cada aula — como quem prepara o solo para acolher uma semente rara —, nós seremos atravessados.

Esses textos eram gestos, uma convocação gentil que dizia: “Se acheguem, aqui tem lugar.” Um acolhimento que já intuía o silêncio antes que qualquer fala se fizesse som.

E, assim, seus alunos — nossos alunos — iam sendo gestados por esse entrelugar do encontro.

Sim, Bernardo é um escultor de afetos.

Um artesão da palavra que conhece o tempo da pedra. Que não impõe forma, mas ouve a matéria antes que ela mesma diga o que deseja ser. Ausculta o gesto da escultura. Respeita a pulsação. E oferece sua presença como ferramenta sensível, para que a obra — que é o outro — possa emergir.

O IMA encontra nesse livro um de seus alicerces. Na minha história, o que eu diria? Tem nele a delicadeza de uma invenção magnetizada: sempre um gesto ético e inaugural.

Rita Andréa Guimarães


Lançamento do livro em Belo Horizonte: